Quem deve fazer o PEI do aluno? Entenda o papel da escola, família e especialistas

Quem deve fazer o PEI do aluno

Quem deve fazer o PEI do aluno é o responsável, professor ou terapeuta que está no processo de investigação para adequar e adaptar o conteúdo de aprendizagem às necessidades do aluno.

O Plano Educacional Individualizado (PEI) é uma ferramenta fundamental na educação inclusiva, mas uma dúvida muito comum ainda gera confusão na prática: afinal, quem deve fazer o PEI do aluno?

Essa pergunta surge tanto para professores quanto para famílias e profissionais de apoio, principalmente diante das exigências atuais da educação inclusiva.

Neste artigo, vamos esclarecer de forma simples como esse processo deve acontecer, e por que, na prática, ele ainda é um desafio.

Quem é responsável pelo PEI?

O PEI não deve ser responsabilidade de uma única pessoa?

Ele é um documento construído de forma colaborativa, envolvendo:

  • Professores
  • Coordenação pedagógica
  • Família
  • Profissionais de apoio (quando houver)

Cada um contribui com informações importantes sobre o estudante, seu desenvolvimento e suas necessidades.

O que a Portaria MEC 421/2026 reforça sobre essa responsabilidade

A Portaria MEC 421/2026 deixa ainda mais claro que quem deve fazer o PEI do aluno não é só a escola isoladamente. A norma trata a participação da família e a articulação com o Atendimento Educacional Especializado (AEE) como parte formal do processo, e não como um apoio opcional.

Já explicamos em detalhes como funciona essa integração no artigo Portaria MEC 421/2026 Integra PEI, AEE e Família, que vale a leitura complementar a este.

O que acontece na prática?

Apesar dessa orientação, a realidade nas escolas costuma ser diferente.

Muitos professores acabam assumindo essa responsabilidade sozinhos, sem formação específica e com pouco tempo disponível. Professores e coordenadores relatam gastar entre 3 e 6 horas para redigir um único PEI, tempo que poderia estar sendo usado com os próprios alunos.

As famílias, por outro lado, muitas vezes não sabem como contribuir.

E os profissionais de apoio nem sempre estão integrados ao processo.

O resultado é um PEI que:

  • Fica incompleto
  • Não é aplicado no dia a dia
  • Ou sequer é estruturado corretamente

Por que isso acontece?

Existem alguns fatores principais:

  • Falta de orientação prática
  • Falta de modelos claros
  • Tempo limitado na rotina escolar
  • Dificuldade de organização das informações

Mesmo com a obrigatoriedade do planejamento individualizado, muitos profissionais ainda não receberam preparo suficiente para elaborar um PEI funcional.

O que um PEI precisa para funcionar de verdade?

Um bom modelo de PEI precisa ter: identificação do aluno, objetivos pedagógicos individualizados, estratégias alinhadas à BNCC, metas observáveis e recomendações para a família.
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  • Claro
  • Aplicável
  • Organizado
  • Adaptado à realidade do aluno

Ele deve ajudar no dia a dia, não ser apenas um papel arquivado. Quando há organização e estrutura, o PEI deixa de ser um problema e passa a ser uma ferramenta de apoio real.

Hoje já existem formas de facilitar esse processo, transformando informações em um plano estruturado, com objetivos e estratégias alinhadas à BNCC. É exatamente esse o papel do PEI Digital Online 2.0: reunir as contribuições de escola, família e profissionais de apoio em um único documento coerente, sem que ninguém precise carregar essa responsabilidade sozinho.

Como tornar esse processo mais simples?

O mais importante é garantir que o PEI seja compreensível, utilizável e integrado à prática pedagógica. E se, em vez de preencher um modelo em branco, você respondesse perguntas simples sobre o aluno e recebesse o documento completo por e-mail em minutos?

Conclusão

O PEI não é responsabilidade de uma única pessoa, mas na prática, muitas vezes acaba sendo. Por isso, simplificar o processo e organizar as informações é essencial para que ele realmente funcione.

Quando bem estruturado, o PEI aproxima escola, família e profissionais, e contribui diretamente para o desenvolvimento do estudante. Um PEI para educação especial precisa estar alinhado à LBI Lei nº 13.146/2015 e à BNCC, com linguagem pedagógica acessível para professores, terapeutas e famílias.

Se você quer ver como fica um PEI completo, já organizado com as contribuições de escola, família e AEE, pode testar gratuitamente o PEI TEA 1.0.

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